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10/10/2018 14:01 folhamax.com.br

Juiz condena advogado a prisão por tentar subornar PMs

 juiz da Sétima Vara Criminal, Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, condenou o advogado Augusto Carvalho Frutoso a um ano de detenção, além do pagamento de dez dias multa (cada uma delas equivalente a um trigésimo do salário mínimo). Frutoso tentou subornar com R$ 2,5 mil a PM, no ano de 2015, para livrar dois clientes de um flagrante por porte ilegal de arma de fogo em Cuiabá. A sentença foi proferida no último dia 28 de setembro.

Mesmo com a condenação o magistrado possibilitou ao advogado substituir a pena privativa de liberdade a duas medidas restritivas de direitos que ainda serão estabelecidas pelo juiz da execução penal.

O juiz condenou ainda um dos clientes do advogado, Welinton Correia da Silva, por porte ilegal de arma de fogo. Ele deverá cumprir dois anos de reclusão, além do pagamento de dez dias multa no regime semiaberto. O magistrado, no entanto, concedeu-lhe a possibilidade de apelar em liberdade.

Outro cliente do advogado, Willian Vinicius Lopes, também foi condenado por posse e porte ilegal de arma de fogo. Ele deveria cumprir 3 anos de reclusão, porém, o magistrado também o beneficiou com a substituição da pena privativa de liberdade com duas restritivas de direitos – que incluem o pagamento de multa, perda de bens, prestação de serviços à comunidade, limitação de horários aos finais de semana em locais públicos etc. O juiz de execuções penais irá determinar quais delas serão mais adequadas ao caso.

De acordo com informações da Polícia Militar, em 2015, dois rapazes – Willian e Welinton -, foram flagrados pela Polícia Militar no bairro Santa Helena, em Cuiabá, com um revólver calibre 38, seis munições, e um bloqueador de sinal de GPS para veículos. A PM, então, foi até a residência dos suspeitos onde encontrou calçados, aparelhos eletrônicos e mais munições de armas de fogo.

Eles foram encaminhados à 2ª Delegacia de Polícia de Cuiabá.

No caminho, o celular de um dos suspeitos tocou e foi atendido pelo Policial Militar. Era o advogado Augusto Carvalho Frutoso, que “ofereceu” R$ 2,5 mil aos agentes de segurança para "liberar" seus clientes. Frutoso insistiu em ir até a delegacia, onde entregou os R$ 2,5 mil e acabou sendo preso em flagrante por tentativa de suborno.

PM 

Na mesma decisão que condenou o advogado e seus dois clientes, o juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues determinou o desmembramento da ação à Justiça Militar para apurar a conduta dos policiais militares envolvidos no caso. Ambos também são suspeitos de corrupção ativa no caso.


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